O uso de aparelhos celulares, tablets e outras tecnologias torna-se cada vez mais comum. O avanço tecnológico e a enorme quantidade de novidades que surgem no mercado, como lançamento de novos produtos, plataformas e conceitos, contribuem diretamente para a redução do custo final repassado ao consumidor. Com preços menores, as pessoas têm acesso facilitado à tecnologia.

Usar o celular no trabalho, na escola ou dentro de casa, seja para estudos ou entretenimento. Mas até que ponto esse hábito é considerado saudável? De acordo com a Doutora Lelah Monteiro, educadora sexual e psicanalista, é preciso atenção quanto ao uso desses aparelhos. “Recomendamos não deixar o celular no bolso ou próximo ao coração. Também não é indicado dormir com o celular próximo à cabeça, por exemplo. Especialistas dizem que as ondas magnéticas são prejudiciais à saúde”. Ela ainda afirma que “se não contribuir para a formação de câncer, pode trazer outros riscos por conta dos pequenos barulhos que interrompem o sono”.

Além disso, a especialista explica que o uso excessivo do celular também gera grande ansiedade nas pessoas. Desta forma, é comum complicações com gastrite e também coração. É importante ressaltar que, ao passo que a tecnologia facilita a aproximação entre as pessoas ao redor do mundo e a obtenção de novos conhecimentos, muitos se escondem atrás das telinhas.

“O WhatsApp, por exemplo, facilita encontros e desencontros. As pessoas ficam mais introspectivas. É a arte de aproximar quem está longe e afastar quem está próximo”, destaca a Doutora Lelah Monteiro. “É importante usar a tecnologia, mas não trocar o presente por ela. As pessoas perderam o interesse em conversar ‘cara a cara’ e apenas mandam mensagens. Precisamos avaliar o quanto isso atrapalha nossa vida”, explica.

Segundo a educadora sexual e psicanalista, “se a pessoa não consegue ficar um dia ou algumas horas sem olhar no celular, se quer ir embora de lugares que não tenham internet ou não consegue nem mesmo interagir com ninguém é hora de procurar ajuda. Já é uma cyber patologia”. Reservar um tempo com a família, filhos ou com o próprio parceiro é preciso para fortalecer os laços afetivos.

“Dar um abraço e estar presente com alguém. Tem dias que você vai estar bem e em outros que não vai conseguir lidar com as dificuldades, mas é preciso permitir cada um deles. É importante ter alguém real do seu lado”.

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