Matéria realizada para o Site da Veja

Tem a “síndrome do dedo podre”?

A chegada do Dia dos Namorados costuma ser um tormento para muita gente. Parece que, de uma hora para outra, todo mundo começa a andar em parzinhos, em um desfile de casais sorridentes nas ruas, nos shoppings, na televisão… Essa sensação costuma afetar especialmente quem está solteiro a contragosto.

“Não há problema algum viver sozinho, mas para muitos, isso não é uma opção, mas uma consequência de uma falta de habilidade de se relacionar”, diz Lelah Monteiro, que há 24 anos trabalha como terapeuta de casais e fisioterapeuta. Ela também apresenta a atração Sexo, Imaginação e Fantasia, na Rádio Globo. Vai ao ar às terças e sextas, às 11h.

A seguir, a sexóloga dá sete dicas para você acabar de vez com a “síndrome do dedo podre”:

1) Primeiramente, é preciso se conhecer para se amar

Muita gente se perde em fantasias, projetando-se em celebridades ou em conhecidos, em um pensamento na linha “se eu fosse a Fernanda Lima, o Rodrigo Santoro ou Fulano de Tal não teria problemas na vida”. Não existem pessoas perfeitas, mas reais. E você precisa saber quem é você. Quais seus valores? Quais seus talentos? E defeitos? Do que você gosta? O que não suporta? Do que precisa para ser feliz? Como você se expressa? A forma como se veste, age e conversa realmente reflete sua personalidade, suas vontades? Tenha essas respostas e, aí sim, a vida fica mais fácil.

2) Não se deixe levar por pressão

Todos seus amigos se casando, cobranças de parentes e, agora, essa “lavagem cerebral” do Dia dos Namorados. Não é por isso que vai correr para o Tinder ou Happn e chamar de “meu amor” o primeiro crush, certo? Vá com calma e conheça a pessoa antes de se envolver.

3) Preste atenção no outro

Logo nos primeiros encontros, já dá para perceber a personalidade do outro. É só prestar atenção. O crush tomou um porre e resolveu paquerar alguém na mesa ao lado? O cara volta e meia dá um perdido e reaparece dias depois, com uma desculpa esfarrapada? A pessoa é agressiva? Enfim, fez algo que vai contra seus princípios? É fácil: cai fora. Afinal, como diz a música Boa Sorte, da Vanessa da Mata, “Veja por esse ponto/ Há tantas pessoas especiais”.

4) Cuidado com o excesso de críticas

Se tem gente que adora “beijar sapo para ver se um dia quem sabe vira príncipe”, tem também aqueles que só querem se relacionar com alguém “digno da realeza britânica”. Aí, faz uma lista interminável de pré-requisitos: a pessoa precisa ser perfeitamente simétrica, da classe social A/B, com olhos castanho-esverdeados, ter mais de 1,70 metro de altura, falar pelo menos três idiomas, ser PHd em alguma coisa, amar seu time de futebol, religião, partido político e, claro, ter o aval de sua mãe. Melhor mesmo baixar as expectativas e focar no que realmente interessa: a pessoa é atraente para você? Compartilha seus valores éticos? É só isso que importa.

5) Olha lá o que vai postar nas redes sociais

Lembre sempre: Facebook, Instagram e afins mostram para o mundo a personalidade do usuário. Fuçar a internet também sempre dá uma boa pista sobre quem é o pretendente. Aí, você resolve postar uma foto sua “dançando na boquinha da garrafa” ou escreve aquele texto enoooorme, com preconceitos, raiva, com tantos erros de português que até parece um dialeto próprio. Antes de jogar algo assim nas redes sociais, pense sempre: o que diria meu crush, chefe ou minha avó ao ver isso? Vale a pena perpetuar essa visão sobre mim na internet?

7) Atenção para as gafes sexuais

É a primeira transa e você decide exibir toda a sua habilidade: coreografa as posições mais complicadas do Kama Sutra, quer reproduzir a cena mais quente do seu filme erótico favorito, testa aquela dica incrível que leu na revista feminina (ou aqui neste blog, claro). Melhor ir com calma, certo? Observe o que o outro curte, como reage a cada carícia e aí o sexo vai evoluindo… Não precisa revelar todos os seus truques em uma só noite.

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