Artigos

TERAPIA DE CASAL

O que é a terapia de casal?

É uma terapia onde um terapeuta e um casal agendam para falar das questões do seu relacionamento, diversas são as causas que trazem os casais para meu consultório.

Vou me apresentar,sou psicoterapeuta sistêmica de casal e família, sexóloga e psicanalista, tenho uma prática clínica há quase 30 anos e sou casada há mais de 20 anos.

Quando um casal deve procurar terapia?

O ideal seria já no namoro e antes dos conflitos, sim, foi isto que você leu. Na terapia estabelecemos contratos de forma leve e divertida e não em forma de D.R. (o famoso discutir a relação), tão comum quando as diferenças ficam evidentes.

Então está pensando em morar junto ou casar?

Me procure e vamos ouvir o outro e nos ouvir!

Qual o papel do terapeuta de casal, afinal?

Somos o intermediador, de forma imparcial, estimulando os cônjuges a se expressarem com mais efetividade e assim restabelecerem novas formas de respeito às necessidades de cada um dentro desta relação.

Esta frase que você acabou de ler é a base da terapia conjugal, a comunicação. Aprender a usá-la de forma objetiva, clara, amorosa, sem levantar a voz, sem repentes, sem acusações e/ou cobranças.

O que mais comumente ocorre é que os casais buscam ajuda quando o barco já virou, quando o respeito e a cumplicidade já não fazem parte da dinâmica deste casal que em muitos casos ainda se amam.

Uau, que difícil?

Sim, para mim a terapia de casal é a terapia mais trabalhosa, tem que se ter muito manejo e muita sabedoria para conduzi-la.

Os resultados são via de regra muito promissores quando o casal de fato quer melhorar esta relação, não é uma terapia longa, também não é um passe de mágica, mas posso assegurá-los, se vocês quiserem resgatar seu relacionamento, sim é muito possível fazê-lo através da terapia presencial ou online.

Ah, existem os casos que sou procurada por casais para melhorarem seu desempenho na cama, nem sempre a química é boa, nem sempre após alguns anos de matrimônio a frequência sexual perdura, nem sempre o desejo de um é a medida do outro e muitas vezes este casal, não tinha experiência sexual antes do casamento, ou até muda-se esta dinâmica após o nascimento de filhos, excesso de trabalho, traições… sim, são muitas e complexas as questões que levam os casais para meu divã.

Tenho orgulho de ter conduzido muito mais recomeços do que separações, porque a separação faz parte também do contexto desta terapia e, acredite, é fundamental buscar um terapeuta de casal se esta já foi a decisão de vocês.

Lembram que já mencionei que também sou terapeuta de família? Sim, a dissolução de uma união envolve muitas questões: filhos, pets, patrimônio… uma sociedade que está sendo desfeita e merece uma condução harmoniosa e com menos danos a todos.

A participação de ambos na terapia e a mudança de hábitos e padrões é fundamental, melhores serão os resultados se de fato houver honestidade e empenho nesta reconstrução, em muitos casos é necessário algumas sessões individuais também.

Na terapia de casal, ajustamos a dinâmica do relacionamento, não as questões profundas individuais.

Alguns casais finalizam a sessão com sucesso e alguns retornam depois de algum tempo para melhorar outra questão de forma pontual.

Lembrando que o sigilo profissional é uma premissa de todas as terapias, também sugerimos que vocês tratem as questões no consultório apenas, não expondo seus parceiros para familiares ou amigos.

Sim, é comum, um dos cônjuges resistir a terapia e acreditar que com o tempo tudo irá resolver sozinho, este é um dos grandes erros que os casais tomam, com o tempo questões pequenas ficam gigantes e o desgaste ocorre.

Terapia de casal é muito cara?

O que é mais caro, um divórcio, uma vida infeliz, desentendimentos frequentes?

Então, quais os principais motivos que levam um casal a buscar a terapia?

Infelizmente, o mesmo que os separa, então não acredite que se você marcar uma viagem, apimentar a relação, mudar de casa, ter filhos ou ter outro filho, os conflitos se resolverão por si só, é importante uma mudança há dois.

Quais são as queixas mais comuns na terapia de casal?

Infidelidade/ciúmes

Excesso de cobrança e controle

Aumento das discussões/diferenças 

Discordância na forma de educar os filhos/dificuldade com enteados/as

Desequilíbrio financeiro

Problemas com Familiares

Dificuldades sexuais como: diminuição da frequência sexual, falta de desejo, dificuldade de chegar ao orgasmo.

Rotina, falta de compatibilidade após alguns anos.

OUTUBRO ROSA E SEXUALIDADE

Como vem acontecendo no Brasil desde 2002, quando pela primeira vez o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, SP, foi tingido por luzes cor-de-rosa, neste mês celebramos o Outubro Rosa. Governos, entidades e sociedade civil se unem pela conscientização sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e, mais recentemente, também do câncer de colo do útero.

Campanhas publicitárias; matérias em todas as mídias; distribuição de cartilhas educativas; eventos técnicos, debates e apresentações; mutirões de exames – todas essas ações se sucedem, mas raramente o tema “sexualidade” faz parte de tudo isso. É como se a simples menção da palavra “câncer” automaticamente apagasse de qualquer contexto esse aspecto tão importante da vida de qualquer ser humano.

É justamente nesse “vácuo” que eu, como sexóloga, psicanalista e fisioterapeuta pélvica quero dar minha contribuição. Atuo há mais de 25 anos com educação e terapia ligadas ao tema, e sei da importância de estar bem com o próprio corpo e a própria sexualidade tanto na prevenção quanto no enfrentamento do câncer.

Muito se fala sobre o autoexame para reconhecer sinais de possíveis mudanças que denunciariam um câncer de mama, por exemplo. Isso implica em conhecer-se, tocar-se. E muitas mulheres, por desconhecimento, vergonha, tabus, sequer isso fazem. Ir a um ginecologista, fazer uma mamografia, então, fica ainda mais longe de sua realidade e as torna ainda mais vulneráveis.

A pesquisa “Expectativa da Mulher Brasileira Sobre Sua Vida Sexual e Reprodutiva: As Relações dos Ginecologistas e Obstetras Com Suas Pacientes”*, divulgada em fevereiro de 2019 apontou que 12% das entrevistadas nunca foi ou não costuma ir ao ginecologista; ou tinha ido ao especialista há mais de um ano (20%). Numa projeção, a soma desses números chega a 26,7 milhões de mulheres! As principais razões alegadas para esse comportamento são: achar que está saudável e não precisa (31%); não considerar importante (22%), ter vergonha (11%); não gostar (4%); ter medo de detectar algo (7%). Em todas elas percebe-se, em última instância, uma dificuldade de conhecer o próprio corpo e lidar com ele, enxergar-se. Por isso a educação para a sexualidade é uma importante ferramenta de empoderamento da mulher frente à própria saúde.

Outro ponto que merece a atenção é como fica a vida sexual da mulher durante ou após um tratamento de câncer: acho que sou a única profissional da área de saúde que insiste na importância do gel vaginal. Fáceis de usar, disponíveis nos postos de saúde, trazem um conforto imenso, pois toda a mulher em tratamento de câncer acaba tendo secura vaginal e até dificuldade com a saída do xixi. A única recomendação dada é: beba mais água. Como se só isso importasse.

E em casos em que a cirurgia de mastectomia se torna necessária, trabalhar a questão da sexualidade também é o melhor caminho para reapropriar-se do corpo e encontrar novas formas de lidar com ele e com os outros, principalmente com o parceiro. Acima de tudo, é um caminho para recuperar a autoestima.

Então, neste Outubro Rosa, vamos falar também de sexualidade, OK?

Um abraço, Lelah Monteiro

(*)  realizada em dezembro/18 por Febrasgo – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – e Instituto Datafolha.

OLÁ, MEU NOME É LELAH E SOU SEXÓLOGA

Uma das coisas mais comuns que acontecem quando eu me apresento a alguém e digo que sou sexóloga é ver uma expressão de “o quê?”, um certo “ar” de constrangimento ou um risinho irônico, zombeteiro, acompanhado de algum comentário “engraçadinho”, de duplo sentido. Em todos os casos, fica exteriorizado o total desconhecimento, pela maioria das pessoas, dessa importante especialidade da área da saúde.

É por essa razão que hoje eu resolvi fazer um texto justamente falando disso – espero que, ao final da leitura, as pessoas conheçam melhor os benefícios que um acompanhamento especializado nessa área pode trazer para suas vidas, e o encarem com mais naturalidade.

Pra começar… o que é Sexologia?

Antes de mais nada, é importante conceituar o que é essa especialidade. A Sexologia é uma área do conhecimento que se dedica a estudar e entender o comportamento sexual dos seres humanos.

Além do conservadorismo moral e religioso, que vê tudo relacionado a “sexo” como tabu, parte da estranheza das pessoas com o tema vem do fato de que se trata de uma especialidade bastante nova. Somente a partir do final do século XIX é que começaram a surgir estudos mais estruturados sobre a sexualidade. Nesses pouco mais de 130 anos, nomes como Richard von Krafft-Ebing  (psiquiatra), Albert Moll (psiquiatra), Havelock Ellis (médico e psicólogo), Sigmund Freud (médico neurologista e psiquiatra), Wilhelm Reich (médico, psicanalista e cientista natural), Alfred Charles Kinsey (biólogo), William H. Masters (ginecologista), Virginia E. Johnson (psicóloga) entre outros, destacaram-se no trabalho de criar um arcabouço teórico para essa área do conhecimento.

Analisando os currículos desses estudiosos, é possível constatar uma característica da Sexologia: ela é, acima de tudo uma área de atuação interdisciplinar. Ou seja, ela faz uso de conceitos oriundos de várias especialidades – medicina, psicologia, ciências sociais etc. -, estabelece um vínculo entre eles, e cria sua base de conhecimento.

Quem pode ser chamado de “sexólogo”?

Não existe uma “Faculdade de Sexologia”. A pessoa interessada em atuar nessa área precisa ter uma graduação prévia – normalmente em medicina, psicologia ou outros cursos do campo da saúde – e depois fazer uma especialização em Educação Sexual, Terapia Sexual ou Sexologia.

Só depois de percorrido esse caminho é que a pessoa terá sua habilitação e poderá exercer a atividade de “sexóloga”. É muito importante estar atento a isso. Nem todos os profissionais que se dizem sexólogos, montam consultório e se apresentam na mídia como tal, tem a formação necessária.

No meu caso, fiz graduação em Fisioterapia na Universidade Estadual de Londrina. No CBF – Centro Científico e Cultural Brasileiro de Fisioterapia (SP) aprofundei meus estudos sobre Fisioterapia Pélvica. Complementei minha formação na Escola de Psicanálise de São Paulo, onde especializei-me em Psicanálise e em Sexologia. Mas não foi só isso: formei-me Psicoterapeuta Sistêmica de Casais e de Família no Instituto Paulista de Terapia de Família; Especialista em Sexualidade pelo Instituto Sedes Sapientae; Terapeuta Sexual pelo Prosex/USP. A tudo isso agreguei a formação em Hipnose Clínica, que utilizo no tratamento de fobias, aversões e compulsões sexuais, por exemplo. E sigo me aprofundando nos vários aspectos e abordagens que influenciam minha prática como sexóloga clínica. Afinal, como em todas as áreas do conhecimento humano, a constante busca de atualização e aperfeiçoamento é que faz o bom profissional.

Em quais situações o sexólogo pode ajudar?

A atividade do sexólogo é bastante abrangente, e envolve tudo que diz respeito ao comportamento sexual humano, seja no campo físico, seja no psíquico. Sua atuação acompanha cada fase das nossas vidas, pois a sexualidade está presente em todas elas, manifestando-se de formas diferentes e exigindo abordagens específicas. Seu papel é importante não somente para resolver problemas, mas, principalmente, para evitar que eles apareçam. Abaixo, traço uma espécie de “linha do tempo” com as situações mais comuns em que a figura do sexólogo é fundamental.

• Na infância e adolescência, o profissional colabora com a família e a escola principalmente como educador sexual, trabalhando progressivamente, de acordo com a faixa etária, aspectos como:

– autoestima;

– conhecimento do próprio corpo e dos cuidados que devem ser tomados para com ele;

– consciência do que é abuso, e de como reagir a ele;

– noções de saúde reprodutiva, visando evitar a gravidez precoce;

– noções de sexo seguro, para reduzir os riscos de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) e AIDs;

– descoberta da própria sexualidade;

– respeito à diversidade;

etc.Em casos específicos, em que o comportamento da criança ou adolescente exija, o sexólogo poderá auxiliar como terapeuta (casos de distúrbios de comportamento causados por traumas, histórico familiar de abuso, bullying, entre outros).

• Na idade adulta, ajuda a trabalhar situações como:

– relações sexuais difíceis ou insatisfatórias;

– dúvidas sobre orientação sexual e identidade de gênero;

– problemas e/ou travas sexuais em geral, resultantes de questões passadas que não foram resolvidas;

– vício em pornografia e sexo, compulsão sexual;

– curiosidade, fetiches e estabelecimento de novos acordos de relacionamento (como swing, poliamor, relacionamento aberto); 

– disfunções femininas comuns – dificuldade em atingir o orgasmo, anorgasmia, dispareunia, vaginismo, desejo sexual hipoativo;

– disfunções masculinas comuns – dificuldade em manter a ereção, ejaculação precoce;

etc.

• Na maturidade, contribui para superar as mudanças trazidas pela menopausa e andropausa, tanto no aspecto físico quanto no emocional, como:

– queda da autoestima;

– redução da libido; 

– alterações de humor;

– desequilíbrio hormonal;

– ressecamento vaginal, no caso das mulheres, o que torna as relações sexuais mais dolorosas;

– disfunção erétil, no caso dos homens;

etc.

Nessa fase, é muito comum que pessoas (principalmente mulheres) recém-separadas ou viúvas após longos casamentos, procurem apoio profissional para vencer a insegurança e voltar a se relacionar.

Há, ainda, situações especiais em que a presença do sexólogo faz toda a diferença: quando envolvem portadores de algum tipo de deficiência (física, sensorial, intelectual); ou em pacientes de câncer de mama, de próstata (e outras doenças). O senso comum ignora que, a despeito das deficiências ou dos problemas de saúde essas pessoas têm, SIM, necessidades sexuais, e que seu bem-estar será muito maior se esse aspecto de suas vidas deixar de ser relegado ao esquecimento. Cabe ao profissional especializado justamente ajudar essas pessoas a recuperarem (ou conquistarem) sua identidade de indivíduos sexualmente ativos e felizes.

Como funciona o trabalho do sexólogo?

O trabalho do sexólogo é realizado em sessões de terapia, nas quais o paciente fala abertamente sobre seus desejos, dúvidas, problemas, bloqueios e incômodos relacionados ao sexo. Normalmente essas sessões são individuais. Quando, porém, as questões a serem trabalhadas envolvem o relacionamento a dois, as sessões também podem envolver o casal. Tudo depende de uma escolha das partes e da estratégia terapêutica adotada pelo profissional.

Concluindo…

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), para que as pessoas tenham uma boa qualidade de vida, é necessário que mantenham em equilíbrio esses quatro pilares: família, trabalho, lazer e sexo. Então, parafraseando aqueles adesivos, eu recomendo: “consulte sempre um sexólogo”. E seja feliz!

Um abraço,

Lelah Monteiro

A TERAPIA DE CASAL EM TEMPOS DE PANDEMIA

Vivemos um momento difícil para os relacionamentos, por conta da pandemia do coronavírus, que alterou radicalmente a rotina das famílias. Home office, crianças em casa o tempo todo (já que as aulas presenciais estão suspensas), isolamento social, redução das atividades de lazer, acúmulo de tarefas, queda dos rendimentos, medo, incerteza quanto ao futuro, luto – tudo isso têm aumentado enormemente os conflitos entre casais. A busca de terapia, nesse cenário, tem um papel ainda mais importante. E a necessidade de manter a quarentena não é nenhum impeditivo, já que, além das sessões presenciais, a maioria dos terapeutas estão disponibilizando atendimentos online.

Porém, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que é uma “terapia de casal”, e acabam não procurando ajuda. O desconhecimento faz com que problemas que poderiam ser resolvidos se tornem barreiras intransponíveis, minando de vez um relacionamento.

Quando um casal deve procurar terapia?

Está errado pensar que o terapeuta de casal só deve ser procurado quando o desacerto entre o casal já está instalado. O ideal seria que, já no namoro e antes dos conflitos, o casal se preocupasse em ter um apoio para manter um relacionamento feliz e sadio. Sim, foi isso mesmo que você leu. Na terapia estabelecemos contratos de forma leve e divertida e não em forma DRs (as famosas “discussões da relação”), tão comuns quando as diferenças ficam evidentes.

Porém, o que comumente ocorre é que os casais só buscam ajuda quando o barco já virou. Quando o respeito e a cumplicidade já não fazem mais parte da dinâmica do casal, embora, em muitos casos ele ainda se ame.

Então, está pensando em morar junto ou casar? Use a terapia para ouvir o outro, se ouvir e, assim, iniciar uma vida nova com todos os “pingos nos is”.

Qual o papel do terapeuta de casal?

O papel do terapeuta é intermediar, de forma imparcial, a conversa do casal, estimulando as duas partes a se expressarem com mais efetividade. Assim são estabelecidos parâmetros de respeito às necessidades de cada um dentro da relação.

A comunicação é a base da terapia conjugal. Leia de novo a frase anterior e não esqueça: a comunicação é a base da terapia conjugal. O casal deve aprender a usá-la de forma objetiva, clara, amorosa, sem levantar a voz, sem repentes, sem acusações ou cobranças. Cabe ao terapeuta conduzir o casal para esse nível de interação.

É um processo difícil?

Sim, para mim, a terapia de casal é a terapia mais trabalhosa.  O terapeuta tem que ter muita sensibilidade e muita sabedoria para conduzi-la.

Os resultados são via de regra muito promissores quando o casal de fato quer melhorar a relação. Não é uma terapia longa, porém nada se resolve num passe de mágica. Mas, se as partes envolvidas realmente quiserem resgatar seu relacionamento, é possível fazê-lo através da terapia presencial ou online. E vale muito à pena.

Quais são as queixas mais comuns na terapia de casal?

Os aspectos mais comuns que levam um casal à terapia são:

  • infidelidade; 
  • ciúmes; 
  • excesso de cobrança e controle; 
  • acirramento das diferenças e das discussões que dela resultam; 
  • discordância na forma de educar os filhos; 
  • dificuldade no relacionamento com enteados; 
  • desequilíbrio financeiro; 
  • problemas com familiares 
  • dificuldades sexuais como: diminuição da frequência sexual, falta de desejo, dificuldade de chegar ao orgasmo; 
  • rotina; 
  • desgaste e falta de compatibilidade após anos de união.

A terapia trata também das questões sexuais do casal?

Sim, muitos casais me procuram para melhorar seu desempenho sexual. Embora exista amor entre eles, nem sempre a química na cama é boa. Há casos em que, após alguns anos de matrimônio, a frequência sexual diminui, há um descompasso entre o desejo de um e de outro. Em outras situações, o casal não tinha experiência sexual antes do casamento e não consegue se realizar sexualmente. A chegada dos filhos, o excesso de trabalho, as crises financeiras, e o estresse também são fatores que mudam a dinâmica do relacionamento, e refletem na qualidade do sexo. São muitas e complexas as questões que levam os casais para o divã, mas o importante é que eles as reconheçam e tomem a decisão de enfrentá-las.

Tenho orgulho de ter conduzido muito mais recomeços do que separações. Sim, porque a separação também faz parte também do contexto da terapia. É fundamental buscar ajuda também quando a decisão é pelo rompimento.

Lembram que mencionei que também sou terapeuta de família? Então: a dissolução de uma união envolve muitas questões, além do próprio casal: filhos, pets, patrimônio… É uma “sociedade” que está sendo desfeita e merece uma condução harmoniosa e com o mínimo de danos para todos os envolvidos.

Quais são os requisitos para uma terapia ser bem sucedida?

O compromisso de ambas as partes na terapia e a mudança de hábitos e padrões é fundamental para alcançar os resultados desejados. É preciso haver honestidade e empenho nesta reconstrução.

O que não significa que, em determinados casos, não sejam recomendadas sessões em separado. Na terapia de casal, ajustamos a dinâmica do relacionamento, não as questões individuais. Alguns casais finalizam a sessão com sucesso e retornam depois de algum tempo para melhorar essas questões de forma pontual.

Não custa lembrar que o sigilo profissional é a premissa de todas as terapias. Além disso é importante que as questões do casal sejam tratadas somente no consultório. Nada de expor o parceiro em conversas com familiares ou amigos.

E se houver resistência de uma das partes à terapia?

É comum um dos cônjuges resistir à terapia, acreditar que tudo “é uma fase”, e que os problemas com o tempo se resolverão sozinhos. Este é um dos grandes erros que os casais cometem. Como já disse anteriormente, com o tempo as questões pequenas ficam gigantes e o desgaste se torna inevitável.

Ah, e não caiam no erro de substituir a terapia por uma viagem a dois, por acessórios para apimentar a relação, por uma mudança de casa ou por ter filhos. Nada disso ajudará a resolver a situação.

Terapia de casal é muito cara?

Agora eu que te pergunto: o que é mais caro – um divórcio, uma vida infeliz, desentendimentos frequentes, ou uma terapia?

Quer agendar uma consulta? Entre em contato pelo WhatsApp clicando no botão “Agende” no menu superior!

Um abraço,
Lelah Monteiro

A HIPNOSE NO TRATAMENTO DE PROBLEMAS SEXUAIS

Hoje vou responder todas essas suas questões (ou daquele seu melhor amigo, ou do marido da sua melhor amiga)! Afinal, a hipnose é ou não é indicada no tratamento de queixas de ordem sexual?

Eu digo que sim, é muito indicada! Isso porque, ao nos submetermos à hipnose clínica retornamos ao lugar de origem de nossos traumas, trazemos sua lembrança à tona e os ressignificamos.

Mas, o que é ressignificar? É dar um outro sentido à realidade vivida, experimentada e fixada em nossa memória. Não é esquecer, mas sim revesti-la de outros signos e significados. Em outras palavras, é sair do drama para a resolução desse conflito que nos congelou no tempo.

Sim, porque os traumas nos mantêm aprisionados ao passado – é como se os revivêssemos a cada momento. Isso cria bloqueios, inseguranças, incapacidade de encarar os fatos na sua real proporção. E acabamos repetindo sempre os mesmos padrões, que só reforçam cada vez mais esses sentimentos negativos. Um círculo vicioso.

É dessa forma que instalam-se as principais disfunções sexuais. Exemplificando de maneira bem simples, com o caso da tão temida impotência ou disfunção erétil: muitas vezes esse homem “falhou” (não gosto dessa palavra ) uma única vez. Mas o medo de que isso voltasse a acontecer ficou tão amalgamado em sua cabeça, que o fato acaba se repetindo. Não porque haja qualquer problema real, mas porque o cérebro está reforçando e revivendo aquele trauma a cada nova relação sexual que se apresenta.

Isso acontece na esfera dos relacionamentos, mas também com outras situações comuns de nosso dia a dia – é o caso de muitas fobias, por exemplo (medo de andar de avião, de falar em público etc.).

A indução hipnótica visa justamente desconstruir todos estes mecanismos instalados, mudar o mindset do paciente. A condução específica e comandos claros do terapeuta irão guiá-lo nesse processo. A hipnose irá agir na causa da disfunção (ainda que ela não seja consciente) e não apenas tratar os sintomas.

Ficaram curiosos? Gostariam de se submeter à hipnoterapia? Pois o primeiro passo é procurar profissionais sérios, preparados, com boas referências. Eles irão ajudá-los na reprogramação de seus cérebros. Ajudarão vocês a descobrirem a potência que são, mas que ainda não sabem.

Um abraço,
Lelah Monteiro