Mulher

O Oscar e o tapa

Em 94 edições do Oscar foi a primeira vez que se viu isso: um ator indicado ao maior prêmio do cinema mundial saiu de sua poltrona na plateia, subiu ao palco e deu um tapa na cara do mestre de cerimônias.

Aconteceu ontem. O ator era Will Smith. O mestre de cerimônias, o humorista Chris Rock.

Mas, o que motivou isso?

Levando ao pé da letra aquela frase “perco o amigo, mas não perco a piada”, o comediante fez uma brincadeira de MUITO mau gosto com a esposa do ator, Jada Smith. Numa alusão à sua cabeça raspada, insinuou que ela estaria escalada para o filme “Até o Limite da Honra 2”. Isso porque no filme de 1997, “Até o Limite da Honra”, a protagonista, interpretada por Demi Moore, usava a cabeça totalmente raspada.

O problema é que Jada não está careca por uma escolha estética ou profissional, mas sim porque sofre de uma doença autoimune que causa alopecia – queda dos pelos de diversas áreas do corpo, inclusive da cabeça. E ela já declarou que essa condição a incomoda muito.

Ou seja, uma brincadeira mais do que desrespeitosa ou inconveniente. Na minha opinião, cruel mesmo. Daí a bofetada, complementada com a frase: “Tire o nome da minha esposa da sua boca!”

Muitos disseram que a atitude de Will Smith foi exagerada. Que ele poderia ter defendido sua companheira sem partir para a agressão. Eu também sou contra qualquer tipo de violência. Mas não posso mentir dizendo que não entendo o destempero do ator e sua reação espontânea e explosiva. Nem dizer que não me causou uma certa alegria ver um marido defender com tanta veemência a sua parceira de vida.

É claro que não podemos normalizar qualquer tipo de agressão, em nome do que seja. Seria justificar algo errado, que nesse caso foi um tapa, mas poderia ser um tiro ou uma facada.

O próprio Will Smith acabou reconhecendo que errou ao partir para a agressão.

Mas é bom que o desrespeito às mulheres também não seja minimizado ou ignorado. Ele deve ser respondido sem violência, mas de forma incisiva e sem demora.

E você, o que acha desse episódio? O humor pode tudo? Will Smith agiu certo? Deixe sua opinião aí nos comentários.

Abs.
Lelah Monteiro – 11 99996-3051

Meu nome é Mulher. Sobrenome Empreendedora.

No último dia 22 de março, ainda como parte das atividades comemorativas no Mês da Mulher, estive na Distrital Oeste da ACSP – Associação Comercial de São Paulo, palestrando sobre empreendedorismo feminino Foi um prazer falar mais uma vez com os associados da ACSP – obrigada à diretoria da instituição pelo convite.

Compartilho com vocês algumas fotos do evento! Espero que gostem!

Para contratar minhas palestras, entrem em contato pelo Whatsapp 11 99996-3051.

Abs.

Lelah Monteiro

Xô, etarismo!

Estou dando pulos de alegria com a cena que acabei de assistir na novela “Um Lugar ao Sol”! Entrevistada por um jornalista e submetida a perguntas de forte cunho etarista, a personagem Rebeca (interpretada pela maravilhosésima Andrea Beltrão), 50 anos, que viu sua carreira de modelo acabar por causa da idade, afirma: “Envelhecer é uma carta branca dada ao homem, não à mulher”.

Empoderada, plena de autoestima, ela faz questão de ser fotografada sem maquiagem, e exige que sua imagem não seja submetida a nenhum retoque. Não que ela não goste de se arrumar e maquiar – como faz questão de frisar ao entrevistador – mas para mostrar que é uma mulher real, e que suas rugas e imperfeições são resultado de tudo que viveu.

Que coisa linda! Nada mais verdadeiro.

À mulher, a sociedade cobra uma eterna juventude impossível. Submetidas a essa exigência descabida, muitas mulheres sucumbem à depressão, sofrem com distúrbios alimentares, transtornos de imagem corporal, baixa autoestima. Vejo isso em meu consultório.

É preciso mudar esse pensamento. Somos lindas e capazes. E cada idade tem sua beleza e precisa ser valorizada.

Mulher: cuide-se! Ame-se! E, se precisar de ajuda, estou por aqui.

Abs.
Lelah Monteiro – 11 99996-3051

Mulheres na Revista Nova Família

Para celebrar o Dia das Mulheres, a Revista Nova Família convidou suas colunistas – uma delas, eu – para responderem quatro perguntas que sobre vivências femininas, tanto no âmbito profissional quanto pessoal.

Selecionei as minhas respostas e reproduzo logo abaixo. Mas, se você quiser ler a matéria inteira, com as respostas de todas as colunistas, é só acessar este link: https://revistanovafamilia.com.br/colunistas-em-coletiva/.

Revista Nova Família: Como você contribui, na sua prática diária, para a difusão de informações voltadas para as mulheres na sua área de atuação/comunidade?

Lelah Monteiro: Eu contribuo com um quadro na #RádioCapital, toda a quarta-feira, as 15h, num programa que eu faço com todo o coração. Não recebo nada por ele, é uma prestação de serviço. Também fui voluntária em muitos lugares, como no #HospitalPérolaByington, #CasadosAdolescentes, palestrante para várias instituições. Além disso, uma parte dos meus atendimentos são de uma forma social, como psicoterapeuta.

RNV. Em sua opinião, qual o principal preconceito/estereótipo/ desafio a ser vencido pelas mulheres, atualmente?

Lelah Monteiro: Isso vai ao encontro da área que eu atuo, a psicologia clínica. É trazer para essa mulher mais autonomia psíquica, quebrando paradigmas e preconceitos, onde ela pode escolher continuar nessa relação ou não, tocar o seu corpo, possa escolher mudar a sua rota.

RNF. Você já sofreu ou presenciou algum tipo de assédio contra uma mulher? Caso afirmativo, como a vítima ou você reagiram?

Lelah Monteiro: Como sexóloga eu sofri e sofro ainda de assédio com muita frequência, seja pelas redes sociais e muitas vezes até no consultório. Quando a gente acompanha a história feminina, o combate ao assedio melhorou muito, mas ainda há muito a se combater.

RNF. Que conselho ouvido da sua mãe/avó ou mulher de referência você pratica e passaria para a próxima geração?

Lelah Monteiro: A minha mãe é uma mulher que ganhava muito bem e quando se casou e ficou grávida de mim o meu pai não permitiu que ela trabalhasse. Ela era uma pessoa muito articulada, desenvolta, foi de São Paulo para o interior, tentou voltar e na época, por ignorância social, não poderia deixar o marido solto. Assim, ela me ensinou: mesmo se for para você trocar seis por meia dúzia, trabalhe. Conquiste independência econômica. Minha mãe não se aposentou e se ressentiu muito disso.

Espero que tenham gostado da leitura! E vocês? Como responderiam a cada uma dessas perguntas?

Dia das Mulheres 2022

LIBERDADE!!! Esse é meu desejo para todas as mulheres na data de hoje!

Liberdade de ser o que quiser; de amar quem quiser; de gerir a própria vida; de escolher quais caminhos seguir.
E isso só se consegue com uma educação transformadora, que valorize e respeite a potência feminina, permitindo que ela se manifeste sem medo ou amarras.

Mães e pais, ensinem suas filhas a serem livres! E Feliz Dia das Mulheres!!!

Abs.
Lelah Monteiro
11 99996-3051