Aqui vão trechos de mais uma excelente matéria elaborada pelo jornalista Alex Bessas, do Portal O Tempo, para a qual eu tive a honra de contribuir, como sexóloga e terapeuta: ‘Pegging’: quando homens heterossexuais se abrem ao prazer anal.

“Cercado de tabus, o sexo anal costuma aparecer com maior frequência em conversas do dia a dia na forma de palavrão e ofensa. O tema, apesar das diversas conquistas em relação à liberdade sexual e à sexualidade das últimas décadas, segue sendo evitado e, para muitos, soa embaraçoso ou até repulsivo – embora a prática seja bastante comum. É o que já indicava, em 2009, uma pesquisa do Instituto Datafolha. Segundo levantamento, 64% dos entrevistados, considerando as pessoas que já haviam se relacionado sexualmente, reconheceram já ter experimentado o ato. 

E se, em geral, o sexo anal já costuma ser visto como vexatório, há circunstâncias em que preconceitos se mostram ainda mais presentes em relação à prática. Estamos falando, por exemplo, do ‘pegging’, quando, em relações heterossexuais, o homem é penetrado pela mulher, que, normalmente, faz uso de uma cinta-peniana. 

Em uma encruzilhada de tabus, não é raro que o pegging seja associado a uma espécie de refúgio para ‘gays enrustidos’, como indica a sexóloga Lelah Monteiro. ‘Mas não tem nada a ver. Isso é um preconceito, que pode limitar (a experiência erótica) de um casal’, defende, lembrando que o prazer anal não é uma exclusividade de homens homo ou bissexuais. ‘Estamos falando de uma região que possui muitas terminações nervosas e que, naturalmente, é uma área com grande sensibilidade erógena. Não tem nada a ver com orientação sexual’, estabelece, ponderando que um homem não vai ser menos hétero ou menos cisgênero por gostar da estimulação ou da penetração anal. 

Lelah aponta que a modalidade pode ser um recurso para que o casal potencialize o orgasmo e apimente a relação, além de ser um instrumento para que eles conheçam melhor seus corpos. Por isso, a sexóloga acredita que, estando em uma relação, o assunto deveria ser posto. ‘Pode ser que seja um desejo comum do casal, mas que, por vergonha, nenhuma das partes revela’, situa, lembrando que o pegging não precisa ser sinônimo de uma dinâmica de ‘dominação’, em que o casal vai performar os papéis do submisso e da dominatrix.

A sexóloga adverte ser importante que os envolvidos estejam preparados, pois o reto e o intestino não possuem lubrificação natural, e, portanto, é essencial o uso de lubrificantes. A higiene dos brinquedos sexuais é outra preocupação. Recomenda-se, inclusive, o uso de camisinha na cinta-peniana”. 

A matéria continua, e pode ser lida na íntegra neste link: https://www.otempo.com.br/interessa/pegging-quando-homens-heterossexuais-se-abrem-ao-prazer-anal-1.2503681.

Se vocês estiverem tendo dificuldade para lidar com essa e outras questões relacionadas à prática sexual com seu parceiro(a), a terapia (individual ou de casal) pode ser uma solução. Para mais informações sobre meu trabalho como terapeuta, ou para agendamento de sessões, entre em contato pelo Whatsapp 11 99996-3051.

Abraços.

Lelah Monteiro

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