Recentemente fui procurada pela jornalista Juliana Tavares para colaborar com uma matéria que ela estava preparando para o Portal Taco de Mulher. Fiquei muito feliz, pois se tratava de um tema que eu costumo enfatizar muito em minhas palestras e atendimentos no consultório: a importância dos lubrificantes íntimos para o prazer e a saúde sexual do casal – e principalmente das mulheres que sofrem com ressecamento vaginal.

Destaco o trecho abaixo, que aborda justamente a questão da secura vaginal (a matéria na íntegra você pode ler neste link):

É um erro pensar que o lubrificante íntimo é para ser usado apenas para tornar o sexo mais prazeroso e facilitar o orgasmo. Pouca gente sabe, mas o lubrificante íntimo também pode ser utilizado para reduzir os efeitos do ressecamento vaginal, independentemente da causa.

De acordo com a sexóloga, psicanalista e fisioterapeuta Lelah Monteiro ( https://lelahmonteiro.com.br/ ), a secura vaginal pode surgir logo depois do parto, durante o puerpério, no climatério e até se estender pela menopausa. Pode, ainda, ser o efeito colateral de alguns medicamentos, inclusive do uso de anticoncepcionais, e ser um dos sintomas da candidíase de repetição. Ainda segundo ela, também é muito comum em mulheres que estão ou passaram por um tratamento contra o câncer, embora isso ainda seja pouco comentado. “É como se o tratamento tirasse a hidratação natural da mucosa vaginal”, explica a especialista.

Ah, uma dica! O Sistema Único de Saúde (SUS) distribui gratuitamente gel lubrificante à base d’água – em São Paulo, você pode encontrá-lo nas 26 unidades da Rede Municipal Especializada (RME) em IST/AIDs e nas unidades de saúde que oferecem hormonização para pessoas trans (dados obtidos no site da Prefeitura de São Paulo, neste link.

Lelah Monteiro

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