Nos tempos de hoje se tornou comum a curiosidade dos adolescentes referente ao sexo, até mesmo quem já começou ter sua primeira relação sexual. Com isso vem surgindo muitas dúvidas e medos por conta da saúde, aprovação dos pais e influências dos amigos, ainda mais se tratando de uma fase conturbada onde ocorrem transformações físicas e emocionais.

A sexóloga, psicanalista e fisioterapeuta Lelah Monteiro, 46 anos, trabalham na Rádio Globo há dois anos com o quadro Sexo, Imaginação e Fantasia. Ela afirma que a partir dos nove anos, no caso da menina, os pais já podem falar de sexo porque pode ocorrer nessa idade à primeira menstruação, já o menino pode falar a partir dos onze anos.

Há certos medos e receios no que se refere à primeira vez do adolescente que, segundo Lelah é normal acontecer, no caso da menina é de sempre agradar o namorado e do menino de falhar na hora, mas é só seguir em frente, não ter medo, ser seguro que vai dar tudo certo, afirma.

Outro ponto importante é a influência que a mídia e a escola podem trazer referente a este assunto e Lelah Monteiro afirma que, no caso da mídia a influência vem da questão da música, como o funk, lembrando que temos que respeitar essa cultura mas, que estimula através das letras, no caso da escola, é muito importante porque se trata de ciência, do corpo humano e por considerar a segunda casa do adolescente. Por conta disso, vem crescendo o número de adolescente que tem sua primeira relação sexual cedo, segundo estatísticas e pesquisas do SUS e por isso cresce o número de meninas com gravidez precoce e por pressão da sociedade, com isso torna as mais prejudicadas porque a menina que carrega a barriga enquanto o menino some, conclui.

A questão que normalmente comenta é do ponto G que, segundo a sexóloga, trata-se de algo que um médico inventou, mas existe sim, no canal vaginal. O ponto G pra mulher é uma cantada ou outra coisa do tipo.

Uma questão interessante é o absorvente ideal para usar no dia a dia, sem que machuque ou fique com alergia e este absorvente é o coletor de preferência, é só uma base e de melhor uso e são importante as unidades de saúde pública fornecer para até mesmo evitar muitos gastos. Já o OB ele contém algodão e tem muitas meninas que tem alergia, segundo a sexóloga.

Uma dica seria o tipo de calcinha ideal que, segundo Lelah, a ideal seria a calcinha de algodão, ainda mais que vivemos num país quente, é sempre bom se preciso andar com uma na bolsa.

Sobre o anticoncepcional, não tem nenhum problema a menina tomar esse tipo de medicamento, apesar de que cada menina é exclusiva, tem seus próprios métodos, mas pode tomar a partir da primeira menstruação, do mais, é bom conversar sempre com seu médico.

Referente à masturbação, trata-se de um toque diferente e pode romper o hímen e não faz mal a saúde.

Outra questão muito importante que foi abordada com a sexóloga foi sobre as doenças, se existe alguma que pode ser contraídas sem a relação sexual, e foram abordadas a Hepatite, HPV que é mais comum em mulheres e ela ainda orienta a tomar as vacinas. Outra doença que pode ser contraída é o DST e principalmente a gripe porque não é só no ato que contrai doenças, mas também no beijo na boca, sempre importante manter a higiene e assim manter a segurança no ato.

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Para finalizar foi abordado sobre a puberdade que se trata da fase dos pelos, onde meninos e meninas começam a ter pelos diferentes nas axilas e nas pernas, por se tratar de uma alteração biológica.

Por fim, a fase que pode ser considerada conturbada é a da faixa de 10 a 20 anos, porque é nessa fase que começa a fechar as questões emocionas, finaliza.

Publicado em: https://revistaeteenia.wordpress.com

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