diversidade

Música e inclusão

Hoje o post é um pouquinho diferente…vou falar de um show maravilhoso que assisti ontem! O show da Adriana Sanchez. Cantora, compositora e sanfoneira, ela é conhecida por sua participação em grupos como o Orquídeas do Brasil (que acompanhava Itamar Assumpção) e Barra da Saia.

Nesse show solo, ela apresentou clássicos da música brasileira e composições próprias divinamente. Mas, além da beleza da voz e do talento da Adriana e dos músicos que a acompanhavam, uma coisa me chamou a atenção nessa noite. Sabem o quê? O real compromisso da artista com a inclusão das pessoas portadoras de deficiência.

Ela começou o show fazendo uma “audiodescrição” para os deficientes visuais que estavam na plateia: falou sua altura, tom de pele, cor e estilo do cabelo, roupa que vestia…E incentivou que as pessoas passassem a usar a audiodescrição sempre que possível.

Além disso, todas as músicas tiveram interpretação em libras realizada pelo excelente Fabiano Campos. Mas ele não era um detalhe no cantinho do palco. O intérprete de libras era PARTE do show. Isso fez toda a diferença!

Houve um momento em que Adriana chamou atenção para o fato de que libras (a linguagem brasileira de sinais) é o segundo idioma oficial do país. E quase ninguém sabe disso, ou se preocupa em aprendê-lo (a não ser que tenha algum deficiente auditivo em casa). Convidou, então, a plateia a aprender a cantar em libras um trechinho de sua música: “se chover, deixa que o sol há de brilhar / se quiser, deixa eu te namorar…” (vejam no vídeo, aqui).

Foi algo tão simples, mas tão efetivo! Tenho certeza que tocou os corações e mentes de todos os espectadores.

Em minhas palestras corporativas vejo muitas empresas fazendo discursos sobre inclusão e respeito à diversidade somente para atender às exigências de compliance e as cotas de contratação. Mas que não acolhem genuinamente o diferente. Procuro alertá-los para isso, e reforçar que é preciso internalizar nos valores da empresa e no comportamento da equipe a ideia da inclusão.

O show da Adriana Sanchez é um exemplo perfeito. Um exemplo a ser seguido.

Tudo bem ser diferente

A cada capítulo da novela “Um Lugar ao Sol”, a autora Lícia Manzo nos presenteia com reflexões mais do que necessárias: já se falou em etarismo, em gordofobia, em violência contra a mulher e muitos outros temas.

Hoje, 23.03.22, a inclusão de pessoas com deficiência ganhou o palco. Num emocionante monólogo, o ator Otávio Müller, que interpreta Paco, pai de Mel, que tem Síndrome de Down, declara: “TUDO BEM SER DIFERENTE”.

E eu repito aqui: sim, tudo bem ser diferente! Cada um de nós é lindo e único. Conviver com a diferença nos faz aprender, crescer, melhorar.

Então, livre-se do medo e do preconceito para com o diferente, esses sentimentos tão limitantes.

Te faço esse convite: abra espaço para a diversidade – social, de etnia, orientação sexual, cultura, gênero, por deficiência – em sua vida. Isso vai te renovar, ampliar seus horizontes. É a diferença que nos faz humanos, e não robôs, criados de modo padronizado numa linha de montagem.

Boralá? Tenha certeza que vai ser enriquecedor!

Abs.

Lelah Monteiro – 11 99996-3051.