Os riscos da codependência emocional entre pais e filhos

Não sei vocês…mas eu, cada vez que vejo as armações da personagem Celina (magistralmente interpretada pela atriz Ana Lucia Torre), da novela “Quanto Mais Vida, Melhor”, fico doidinha!!!! Cruel e manipuladora, ela fez de um tudo pra destruir o casamento do filho e, não satisfeita, continua perseguindo a ex-nora mesmo após a separação.

O que move essa mãe da ficção, mas que, em maior ou menor grau, a gente encontra em várias famílias da vida real?

Trata-se de um apego desmedido pelo filho que, sob a desculpa do amor e do desejo de proteger, se transforma numa relação de dependência e de controle excessivo. Ninguém é suficientemente bom para seu filho, e este nunca é capaz de perceber o que é melhor para si mesmo. Por essa razão, essa mãe recorre a artifícios psicológicos e à chantagem emocional para moldar a vida do filho às suas convicções do que é felicidade. Afinal, ele sozinho não conseguiria chegar lá.

Geralmente, isso resulta em filhos também dependentes, facilmente manipuláveis, incapazes de contrariar a figura materna ou paterna e que, quando o fazem, são tomados por um imenso sentimento de culpa.

Como ocorre na novela com Guilherme (vivido pelo ator Mateus Solano), na maior parte das vezes esses filhos não percebem a manipulação, e atribuem qualquer eventual deslize ao amor incondicional dos pais.

Como terapeuta de casal, presencio em meu consultório os reflexos que essa codependência tem nos relacionamentos que esses filhos terão ao longo de toda sua vida – namoros, casamentos etc.

Então, um alerta: bons pais são aqueles que dão independência emocional e que não se intrometem na vida dos filhos. O contrário disso leva a um relacionamento tóxico, abusivo e gera filhos inseguros e vacilantes.

Percebe esse padrão de comportamento em sua casa ou com pessoas próximas a você? A terapia – individual ou familiar – pode ajudar. Agende uma consulta de avaliação pelo 11 99996-3051.