O tato consegue definir o limite do “eu” e do “outro”. Essa é a frase de encerramento do vídeo sobre a questão do assédio em São Paulo, realizado por alunos do curso de Ciências Sociais e do Consumo da ESPM-SP, e do qual eu tive a honra de participar.

Falar do toque indesejado, da invasão que ele representa e dos seus reflexos na vida dos habitantes da cidade é falar de vida, sensibilidade, traumas, histórias, expectativas, falta de perspectivas, capacidade de se relacionar. Quando, como coletividade, nós permitimos que o abuso aconteça, não nos posicionamos contra esse tipo de conduta, e minimizamos ou ignoramos a dor de quem a sofreu, estamos sendo cúmplices. Tão abusadores quanto quem perpetrou o ato em si.

Por isso, convido todos a assistir o vídeo e prestigiar o trabalho dos universitários Estela Gonzales, Gabriel Aurélio, Gabriela Taglialegna, João Davi Prestes, João Pedro Oliveira e Luiza Giffoni. Afinal, jovens como eles que serão os vetores das mudanças de que tanto precisamos para acabar de vez com o assédio, o desrespeito ao corpo e à identidade do outro.

Parabéns ao grupo de alunos da ESPM-SP pela sensibilidade de abordar esse tema, e pelo excelente trabalho realizado!

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